Busque um Mentor

Hoje, eu tive a chance de participar de um evento espetacular organizado pela McKinsey e dividir o palco com executivos e líderes fantásticos. Uma das dicas que eu dei para a audiência de mais de 400 jovens talentos negros foi sobre mentoria.

Ao longo dos últimos dois anos eu me encontrei com muitos jovens negros e duas coisas que eu ouvi com mais frequência foram: a) Falta oportunidades; e b) Falta o sentimento de pertencimento. 

Na minha opinião, ambas afirmações se correlacionam. Sim, falta oportunidades, mas ainda assim elas existem. Onde elas estão? Onde os jovens negros não se sentem representados. Em uma empresa ou num bairro onde não tem tantos negros ainda, como nas grandes corporações, como no Bairro Itaim Bibi em São Paulo, onde também se encontram grandes bancos e empresas de tecnologia. Isso afasta talentos, e por isso minha dica é: vocês irem em direção contrária ao status quo. Eu sou negro, nasci no L da Zona Leste em São Paulo, num puxadinho nos fundos da casa da minha avó. Trabalho desde a adolescência e inclusive para pagar minha faculdade.

Participei de incontáveis processos seletivos. Inclusive dentro da Telefônica, participei de 11 processos seletivos internos diferentes até passar no 11o. Levei 10 “Nãos” seguidos. Muitos teriam desistido, muitos diriam que não pertenceria àquela empresa. De onde eu adquiri essa resiliência, perseverança e auto-estima? De um mentor. Que no caso é o meu pai. Um mentor é diferente de um coach. Um mentor muitas vezes te diz o que vc tem que fazer, um coach tenta fazer você descobrir a direção por si só sem ser diretivo. O mentor muitas vezes é diretivo.

Tenha um mentor, alguém que se importe com o seu crescimento, que vai te mostrar onde as oportunidades estão e vai te empurrar para cima mostrando do que você é capaz.